Tricampeão incontestável. Sem dar nem gostinho de final pra time nenhum. É primeiro e segundo turno. Barba, cabelo e bigode. Antecipado de novo. Tá lasca esse negócio de Campeonato Pernambucano acabar sempre antes do tempo. Tem nem muito o que dizer não. Parabéns rubro-negro por mais um título estadual!
De bico, de cabeça, de bicicleta, driblando o goleiro. Gol, ele fez de todo jeito. Se aposentou, esta semana, o grande gênio da pequena área. Romário dispensa apresentações. Com um jeito peculiar de ser o baixinho foi único. E não apenas nos gramados, mas também fora deles. Marrento, brigão e um frasista de mão cheia, ele deixou para trás zagueiros, goleiros e recordes. A polêmica sempre acompanhou o jogador, que, ao longo da carreira, colecionou esse tipo de episódio. Jogadores, técnicos e até o rei Pelé foram alvos das sempre bem-humoradas e inteligentes frases do baixinho. No entanto, os feitos dentro do campo apagam todas as polêmicas, que nem foram tão negativas assim. Interessante é analisar que a carreira desse mito pode se dividir em dois momentos: do início, no vasco, até o barcelona, pouco antes da brilhante campanha do tetra, e do Flamengo, na badalada volta ao Brasil, até o clube em que iniciou a carreira. Na primeira fase, a sua principal característica era a arrancada, aliada aos chutes precisos e aos dribles desconcertantes. Na segunda, devido a idade, o craque passou a explorar menos as velozes arrancadas e se tornou um jogador de referência, um atacante de área, da pequena área especificamente, e quando achavam que a segunda metade da carreira do baixinho não seria nem sombra da primeira, ele continuou brilhante, com gols, dribles e jogadas dignas de Romário, com uma média ainda maior de tentos, o craque mostrou que seria difícil ver um futebol tão bonito e bem jogado como aquele. Aos que o viram jogar, restam as lembranças, as imagens de muitos gols e a saudade de um jogador que deu tantas alegrias a brasileiros, espanhois e holandeses. Aos leitores do sonacanela, as minhas desculpas por ter me alongado um pouco, mas é que não dá para escrever sobre quem tem mil gols com apenas algumas dezenas de palavras. Então, para terminar, disponibilizo um compacto com os melhores gols do baixinho e deixo o meu agradecimento por todos os seus feitos: valeu, Romário!
E o Santa, hein? Três vitórias seguidas. Cinco jogos sem perder. E a caminhada continua, quarta tem a volta do artilheiro Thiago Capixaba, com 17 gols na temporada 2008, é um dos maiores artilheiro do Brasil esse ano. Essa seguência de vitórias coloca o Santa entre os três primeiros do Campeonato. Acho que o Santa tava se fazendo de morto para pegar o coveiro.
Enquanto eu levantava a taça de vice-campeão num campeonato de futebol de botão, o time do Sport dava mais um passo importante em busca do título antecipado de tricampeão pernambucano. O Leão venceu o time do Salgueiro pela quinta ou sexta vez em 2008 (ah, esse regulamento...). O Náutico, pra colaborar, não passou do empate com o Central. Agora o time da Ilha precisa de apenas um empate em 2 jogos para sagrar-se campeão do 2o. turno e antecipar o título. Ainda não tem nada decidido, mas tá quase.
Ontem, o Sport podia até perder por um gol, mas garantiu a vitória ainda no primeiro tempo. Bateu o Brasiliense por 4 x 1. Festa na Ilha. Dos 4, o primeiro gol foi o meu preferido. Uma coisa linda. Pena que só viu o lançamento de trivela que o Romerito deu quem tava no estádio. Sim, porque o Jornal da Globo só mostrou a bola quase lá dentro. A SporTV, nem isso. Apenas citaram: "e nos outros jogos da noite o Sport venceu o Brasiliense e garantiu sua vaga na próxima fase da Copa do Brasil". Já gol do Flamengo passa replay, comemoração do jogador, torcida cantando e nos créditos ainda passa tudo isso de novo. Incrível. Mas, enfim, não tenho muito do que reclamar da noite de ontem. Até porque o Náutico não conseguiu reverter o 0 x 1 contra o Salgueiro e o Leão está ainda mais perto do tricampeonato.
Igor
*título emprestado de uma canção de Gill-Scott Heron
O Timbú fez bonito mais uma vez. Com uma chuva de gols e mais futebol bonito, o Náutico atropelou o Serrano. Geraldo, Wellington (o tanque), Marcelinho e até Kuki, marcaram os tentos alvirrubros. Agora, resta torcer pro Timbú virar o jogo contra o Salgueiro, o Sport tropeçar em algum dos jogos que tem pela frente e, óbvio, o Náutico bater o Sport dentro da Ilha. Considero esse último o mais difícil. Mas futebol é sempre futebol. Vamos aguardar. Avante, Timbú!
Um blog parcial e irresponsável sobre futebol e outros esportes, feito em Recife, Pernambuco. Se quiser jogar, fique à vontade. Mas se ligue porque vale tumba.